quinta-feira, 30 de abril de 2020

⚡THIS AREA IS STILL UNDER QUARANTINE⚡

Estamos a viver um “Too hot to handle” extreme level. A Haley é um mood, o David o exemplo de Bro-code, a Francesca a irmã perdida das Kardashian e o Harry o puto hiperativo que só faz asneiras. A Chloe é a verdadeira concorrente de reality shows que não faz ideia daquilo que se passa no Mundo atualmente e o Jesus a pessoa com mais cabeça disto tudo, tipo o Bruno Nogueira antes de ter tido a ideia de dizer ao Manzarra para rapar o cabelo… E neste momento quem não sabe quem é o donut mais famoso do insta, não está a viver a quarentena como devia…
Começamos a perceber que isto pode melhorar nas próximas semanas, mas a minha única preocupação é perceber como é que vou adormecer quando a quarentena acabar, sem a música dos patinhos acompanhada pelo piano do Pipão!

Mesmo com o coelho da Páscoa a tirar umas férias indeterminadas, as amêndoas continuam a existir!!

⚠️ THIS AREA IS UNDER QUARANTINE ⚠️

(spoiler alert!)

1 mês de quarentena e começo a achar que a Miley Cyrus e Hannah Montana não são a mesma pessoa. Que a morte da Nairobi aconteceu para o mundo perceber que, se consegue superar isso, consegue superar tudo. E o Milagre na Cela 7 mostrou-nos que, em caso de escassez de água, podemos chorar um rio. 1 mês enfiados em casa e finalmente percebemos que não somos capazes de controlar a situação. Entretanto a China começou, acabou e ganhou a 3º Guerra Mundial sem disparar um único míssil… pôs o Boris a assistir, sem pipocas, através do hospital e o irmão gémeo da Casa Branca não conseguiu desmarcar a sessão de solário que tinha marcada para a mesma altura. Tragédia… O meme do caixão ganhou os Jogos Olímpicos mesmo sem se ter apurado nas eliminatórias e a morte do ano foi atribuída ao HouseParty num ataque cardíaco sem precedentes.
1 mês de quarentena e estamos assim… de calças de fato de treino, com o rabo preso ao sofá, a esgotar o stock da Netflix e sem conseguir salvar o semestre da faculdade.
As boas notícias são que, mesmo com o coelho da Páscoa a tirar umas férias indeterminadas, as amêndoas continuam a existir!!

sexta-feira, 27 de março de 2020

Alguém pode, por favor, desinstalar e voltar a instalar 2020?! A primeira versão veio com vírus!

Antes de melhorarem, as coisas vão piorar…
O álcool vai continuar a ser para as mãos em vez de encher as bocas dos portugueses em “overthinking”. As conversas vão ser mais vezes à janela e as mães vão achar que têm um mestrado em CoronaVirus, tirado na Universidade do WhatsApp. As casas vão ficar fechadas para o Mundo mas com papel higiénico suficiente capaz de bater o recorde em altura do Burj Khalifa. A frase mais lida vai ser “a sua conexão de internet está instável”.
E embora o pior ainda venha a piorar, nestes últimos dias aprendi que o tempo já não existe e o “Desculpa, estou atrasada!” tornou-se insignificante. Passámos, finalmente, a dar valor às memórias e a perceber que a beleza não é só aparência, mas que também pode estar nas conversas noturnas de horas com a pessoa que gostava de estar a fazer quarentena contigo. As saídas à noite com amigos viraram festas de pijama virtuais e deixámos de entender se o corpo precisa de 2 cafés, uma bebedeira gigante ou 3 banhos de água fria. O “Tens planos para hoje?” passou a ser respondido em divisões da casa em vez de bares de copos. As pessoas tornaram-se lugares favoritos para fugir e as expectativas de “2020 vai ser O ano!” diminuíram drasticamente. Fartei-me da quantidade de desafios do instagram e acabei com o stock possível de “séries para ver durante a quarentena”. Neste momento, cheguei à conclusão que nem o Corona me pode matar, porque já morri quando alguém decidiu matar o John Shelby! Que ano tem sido este de Março! A distância virou “salva-vidas” mas o amor continua contagioso. Alguém pode, por favor, desinstalar e voltar a instalar 2020?! A primeira versão veio com vírus!

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Incoscientemente.

Olha à tua volta e olha para dentro de ti. Permanece segundos na inquietude do Mundo, sem que te deixem pensar na plenitude de ti. Absorve os outros na sua maior simplicidade e acredita nas tuas promessas. No inconsciente do ser que és, abraça-te sem pensamentos inoportunos e deixa-te ir. Não sofras por antecipação. As lendas morrem a tentar ser eternas e, embora não sejas lenda, já és eterna no olhar de quem não te quer ver por dentro.
Aprende, todos os dias, a aceitar o espaço entre o que te faz voar e o que te deita abaixo. E recicla todas as as quedas antigas tornando-as conquistas recentes na tua caderneta de cromos finitos. Porque há partes de ti que serão sempre a desarrumação de pensamentos profundos. Deixa-os ser. E descobre uma maneira de ser feliz com o que já tens. No mais inconsciente ser que encontres em ti. Flui em ti, ao acaso.

sábado, 3 de novembro de 2018

Quero voltar a viver este verão.

Quero voltar a sentir que todas as noites eram uma incógnita de horas infinitas ao som de sei lá quem, rodeada pelos que mais gosto em mim. Quero voltar a saber a que a imprudência da noite tinha consequênciais nos dias futuros, mesmo não me lembrando dos prejuízos do passado. Quero viver sem regras, sem horas e sem limites. Na essência do "tudo junto", quero viver no meio de sardinhas enlatadas aos saltos frenéticos até o som desligar. Quero ser mais, aproveitar mais, sentir mais. Quero perdoar as noites mal dormidas e não as trocar por nada. Porque nelas residem os melhores momentos, as sensações mais verdadeiras e as palavras mais sinceras. Quero guardar em mim os desconhecidos que me fizeram feliz e todos os conhecidos que me tornaram melhor. Quero ser a melhor versão de mim. Livre. Com quem gosto, sem preocupações de momento. Quero voltar a viver este verão. Todo. Com aquela lembrança. Com aquela sensação de faíscas dentro do coração, mesmo com a música desligada.

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Somos 2 em sintonia de 1.

És a brilhante impossibilidade de colisões nos meus pensamentos e o teu coração é o melhor livro que já li. Deixas-me louca pelas tuas idiotices bem pensadas, num olhar vivo de quem sabe o que quer. Moves borboletas dentro de mim mesmo sabendo todos os meus segredos e deixas-me pasmada com a tua saudade sincera. Não me deves nada e mesmo assim dás-me o "tudo" a que nunca te comprometeste. Soltas o meu cabelo à luz da vela enquanto te conto tudo o que descobri em mim. E tu ouves atentamente até saberes que preciso do teu conforto. Sorris. Fazes-me brilhar na pura simplificação do momento e moves todas as faíscas que sinto em mim para o topo das minhas prioridades. Provocas-me sabendo que adoro todo o caos das tuas palavras em mim, porque adoras ouvir as minhas palavras de desordem em ti. Somos 2 em sintonia de 1. Agora e nunca.

domingo, 23 de setembro de 2018

A ser incompleto que valha por tudo.

Sempre pensei que a imortalidade não passava do momento em que algo inesquecível acaba. Em que o tempo permanece intocável por meros momentos de "é agora ou nunca" enquanto vivo para desmantelar os impedimentos de tudo. Na verdade, sempre achei que o tempo trazia memórias futuras de pensamentos ofuscados em mentes de mortais indomáveis que o Mundo tem, mas a vida fez-me pensar em todos os passageiros que por ela passaram insistentemente orgulhosos de si.
Na imortalidade devida, amar seria a incapacidade de abrir os olhos enquanto se explicava, através da ciência, que felicidade podem trazer as imagens do que já morreu em nós. Era uma vez e já foi. Quase como o mistério absurdo do alvo que todas as lembranças têm.
Ao Mundo escrevo que imortais são indecentes que nem sequer são gente. E eu sou incompleta. E a ser incompleta que valha por tudo. Numa ficção de entendimentos arranjados entre conselhos vertiginosos de quem não sabe que a vida acaba, incompletos são os risos despovoados que consolam a ingenuidade da adolescência, Porque éramos tão ingénuos e já sabíamos tudo. Éramos tão incompletos e já não nos faltava nada. Éramos tão ignorantes e já entendíamos o sentido da vida. Éramos mortalmente incompletos.

terça-feira, 10 de julho de 2018

Porque planetas à parte, mesmo quem mora em Terra sabe que terá sempre a cabeça na Lua.


Galaticamente falando, cada um de nós é único no seu sentido de ser. Num Mundo de segundos, oferecemos horas, sem pedir estrelas em troca… E mesmo sabendo todos os anos luz que nos separam uns dos outros, continuo a ser infinita no espaço de milhares que pairam sobre mim… Verdadeiramente falando, num Mundo de galáxias cada um de nós não passa de um ponto infinito de insignificância esplêndida numa estrela perdida algures no Espaço… E dentro de nós crescem pensamentos, momentos e sentimentos que por si só formariam buracos negros incapazes de sobreviver ás adversidades de quem  se acha superior. Num Mundo de Big Bangs infinitos, a controvérsia de pensamentos opostos afastar-nos-ia dos motivos ideais para percorrer céus de distancia por ti. Porque mesmo sendo poeiras num espaço de planetas, a verdade é que quando não dizemos o que sentimos, o outro vai embora sem saber que talvez tivesse motivos planetários para ficar. Porque planetas à parte, mesmo quem mora em Terra sabe que terá sempre a cabeça na Lua.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

2018.

Um brinde a um ano cheio de momentos memoráveis, guardados eternamente no meu coração. Obrigada a quem faz, fez e fará de mim o ser humano que sou. É uma honra ter-vos comigo. A qualquer hora, dia ou local. É uma honra poder fazer parte de todas as discussões, sorrisos e dias menos bons.A um ano cheio de oportunidades, de mudanças e de êxtase. É altura de começar tudo o que não foi começado, e deixar que a magia do inesperado aconteça. Por muito repetido que seja, é tempo de limpar o histórico do passado e deixar que o imparável habite em ti da melhor forma. A novos sentimentos, a um novo fôlego, a novas oportunidades e aos mesmos sonhos de sempre. Temos uma nova história para contar, sem qualquer influência precoce do passados que foi e do futuro que será. É tempo de um 2018 de novidades. É tempo de criar ideias brilhantes no máximo do apresentável. É tempo de viajar mais, sorrir eternamente, apostar na confiança do desconhecido e correr à chuva sem medo de constipações.A um 2018 de revelações explendidas, de corações bem apertados ocupados no calor do momento e de ideias brilhantes.Sê agora o que nunca foste. 
BOM ANO.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Porque ainda há Heróis.

Há derrotados e vencedores. Gente que fica na história por ficar. Porque teve um dia de sorte ou de azar. E depois há Heróis.  Gente que se "segura" por um pouco mais que tudo. Que sobrevive depois de fazer o impossível. Que luta por sonhos. Que concretiza o impensável.  Heróis são Heróis.  Que vivem com mais do que intenções.  Que ouvem os outros. Que não usam capas nem salvam a princesa da sua vida no último segundo. Que fazem tudo por todos mesmo sem ninguém saber. Heróis são gente comum que se torna extraordinária pelo simples. Que sacrificam a vida por um mais que "1". Que não desesperam. Heróis são aqueles movidos pela loucura de ajudar. Declaram guerra ao inimigo interno e lutam até serem libertados. Que têm medo mas não desistem. Que permanecem de pé mesmo estando sozinhos. Heróis são guerreiros pacíficos munidos de coragem e amor pelos que acham que nunca foram amados. São os que avançam mesmo depois de todos recuarem e os que lutam mesmo depois de más noticias. Heróis não têm rotinas definidas, nem enxergam ter. São Heróis por ser. E por tudo, mesmo não querendo ser  Herói, ficam na história de quem se lembra…Ser lembrado pelo extraordinário.  

domingo, 15 de outubro de 2017

Ponto da situação.

Se mesmo depois de tudo, continua a ecoar na mente, é porque vale a pena. É porque, por muito que o risco seja grande, a recompensa é maior. É porque importa mais que os demais e soa melhor que o agora. Às vezes só nos apercebemos de um momento quando se torna memória eterna no efémero sentido da vida. Agarramo-nos ao passado sem perceber que o tempo continua, e não deixamos que o futuro flua sem grandes planos pela vida. Orgulhamo-nos do que fomos sem deixar que o que "viremos a ser" apareça no pensamento. É a vida. As pessoas lixar-te-ão sem te dar importância, e as mínimas coisas na vida recompor-te-ão. Iremos culpar novos amores por coisas que os antigos fizeram e perder amizades que julgámos eternas. Iremos implorar para que algumas pessoas fiquem na nossa vida mesmo sabendo que não passam de ideias sonhadas. Há dias em que iremos sentir tudo e outros em que o "nada" nos invade. Descobriremos os nossos talentos depois da hora do espectáculo e mesmo assim o céu fará de nós estrelas. Por muito que o tempo passe, alguém nos há-de fazer felizes nem que seja por instantes. E o pouco de nós que será doado ao Mundo, fará de eternos os pensamentos de alguém. Mesmo não tendo mínima ideia do número da cena, os realizadores disto tudo somos nós. Mesmo havendo final feliz ou calamidade insegura.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Antes do Mundo te dizer quem deverias ser.

Consegues lembrar-te de quem eras antes do Mundo te dizer quem deverias ser? Muito antes de construires esse reino de esperança e desistires de ideias coladas a cuspo nessa infancia de sonhos inacabados. Consegues lembrar-te que eras poesia mesmo antes de todos saberem ler? E que mesmo sem rimas, lias todos os pensamentos que fervilhavam na tua cabeça? A verdade é que sabias a posição das galáxias sem precisares de mapa e decoravas todas as mil fases e infinitas formas de ser que eu escondia. Arriscaste para te conformares que as tuas ideias não eram assim tão sem sentido como te diziam ser e mudaste de lugar algumas certezas que tinham ganho pó de tanto esperar. Lembras-te de todas as vezes que quiseste desperdiçar lágrimas em coisas absurdas que acabaram por se transformar em risos ocasionais? É que mesmo parecendo que não, todos esses momentos estão guardados para que um dia sejas a pessoa que sempre quiseste ser. Sem holofotes incandescentes apontados para uma passadeira vermelha de olhares da sociedade. Mesmo sabendo que foste aquilo que o Mundo quis que fosses, lembra-te que a Alice só chegou à Terra dos sonhos depois de ter caído. E conforma-te que não és uma gota do oceano, mas sim todo o oceano numa gota.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Foi um prazer que não era para ser.

Desapegar é a liberdade mais triste que conheço, mas a que mais corações conscientes faz. Desperta-nos para a realidade de que um instante distante diz tanto sem dizer nada. Soluciona problemas engendrados por dias sem que as mãos se desenlacem com troca de olhares profundos. Porque na realidade foi um prazer que não era para ser, e por mais olhares trocados acabados em sorrisos, essa atitude será sempre a tua imagem de marca. Desapego é deixar que o céu exista sem estrelas mesmo que isso seja pura impossibilidade. Mas a verdade é que um dia nos cansaremos de estar presentes na tristeza de pessoas que não nos convidam para as suas alegrias, e correremos sem coração destinado por entre veias cheias de promessas. De repente, apaixonar-nos-emos pela possibilidade de nos apaixonarmos de repente, e esse ciclo vicioso de quem tudo tem a perder desabrocha sem pétalas de esperança. Desapego é ousadia de quem aprende a ser o filtro e não a esponja. De quem não me julga pela coragem que te falta e pensa no que quiser sem consciência de futuro. Desapego implica aprender a desfazer nós para dar mais espaço aos laços, mesmo sabendo que um dia a corda acabará. Mas fica sabendo que enquanto eu te quiser, não te preocupes com quem me quer, mesmo sabendo que nunca resultaremos. Porque eu sei que o Universo entenderá o recado.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Dilúvios à janela.

Eram como o café e o leite. Ele tirava o sono dela e ela deixava-o menos amargo. Sentavam-se sempre na janela da sua secreta morada e ficavam calados como duas pessoa a transbordar pela cabeça. Se um instante é suficiente para a mente tropeçar no coração, o mais certo era serem detentores de uma numerosa família de arranhões. 
Coberta de relíquias para a vida, todos os dias ela deixava os sonhos na cama e vestia a sua pele de viver, percorrendo caminhos  de quem nunca quis ser ignóbil demais. Não era boa entendedora e meias palavras não lhe bastavam como contentamento em vésperas de atingir o limite. 
Passou a plantar epopeias solenes no seu cérebro e deixou afogar-se em todas as perguntas guardadas debaixo da cama. Hoje fotografa dias bons e só as revela a quem sabe que tem o coração mas leve que o dela. Porque em dias de chuva, o café perde a amargura de palavras contadas à janela e os sonhos tornam-se insónias constantes. 

Sabe que ele só volta depois de aprender com mais três porque queria um amor tão certo como o café que bebe todos os dias ao acordar. Agora, reticente  em perceber que a amargura não mata sonhos, relembra as horas de trovoadas que passara à janela com ele. Talvez, um dia se esbarrem e se conheçam de novo, com um olhar mais maduro e o coração mais decidido. Talvez sejam experiências de uma vida em que só quem é inteiro, sabe transbordar. Mesmo assim ela agradece, e sonha com um Inverno mais  chuvoso que o anterior. Porque em dias de Verão, o café é muito amargo. 

domingo, 11 de junho de 2017

Ela é assim.

Ela é assim... Inteiramente consciente do que merece por dia. Ela é de exageros simples com regras curtas mas sempre de cérebro leve. Evita gente vazia porque tem a alma carregada do essencial. Cada dia ela é mais dela e menos do que o que esperam dela. Vive em linhas tortas porque as direitas só olham em frente e não deixa que a poesia a encante como antes. Ela é dona de si sem se abstrair do concreto elogio que o Mundo lhe faz todos os dias. Por muito que tentem ela não deixa de decidir histórias hipotéticas e não tolera que interrompam o seu sono de sonhos eternos. Ela não é flor que se cheire mas sim jardim que se aprecie. Pensa demais quando devia pensar de menos mas o tempo lhe ensinará que isso não passam de meras curiosidades do momento. A vida é uma despedida constante do que somos agora para o que vamos ser adiante e ela tem bem ciente em si todo o valor que o céu lhe oferece em dias de chuva. É miúda de aventuras inesperadas com mochila de conhecimento humilde às costas. E por muito que saibam disso deixam atropelar-se por ideias que só ela sabe defender. Ela é poesia que nem toda a gente sabe ler. Revela-se a quem a contempla quando mais nada a sabe ver. Porque ela é uma bailarina que aprende a dançar conforme o caos.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Eu quero dar mais sentido ao Universo do que o número 42.

Eu quero dar sentido ao Universo. Sem destruir ideias, quero fazer sentido na lógica do Big Bang. Afirmar-me Einstein por loucas teorias eternas e histórias de poeiras perdidas numa imensidão de escolhas cósmicas. Quero motivar-me para alcançar mais palavras contadas em anos luz e provar que o Mundo não gira à tua volta. Por muito que penses que alguma vez girou. Arranco o destacável das promoções que as estrelas guardam e uso-o para te dizer que a jornada é mais importante que o destino. Porque sabes bem a verdade. Que quando não dizemos o que sentimos, a estrela polar vai embora sem saber que talvez tivesse motivo para ficar. E vai embora tanto de coração como de cabeça. Desaparece sem deixar rasto porque as provas do tempo imortal foram contigo enquanto ganhavas coragem para falar de astros. Quem faz céus de distância procura as milhares de coisas que ficaram por dizer. Centra-se no absurdo sem se preocupar com opiniões de quem se acha crítico demais. Eu quero dar mais sentido ao Universo do que o número 42. E ás vezes custa. Mas custar vale o Mundo inteiro e os arredores. 

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Fleumática.

Certifico-me que todos os dias aceito o espaço que há entre o que sou e o que quero ser. Equilibro-me na fugaz corda bamba que a vida me dá. Penso no que já conheci e recordo-me do que sou. Agora. Sem pretensões de futuro. Sem lamechices de estar sozinha no Mundo. Abraço-me sem medo de retorno a longo prazo. "Primeiro acredito, porque é assim que tudo começa. Depois, descomplico, porque é assim que tudo avança. A seguir confio, porque é assim que respiro fundo.". Fleumática, reconheço o céu azul de pensamentos. Equilibro-me e penso que nada nem ninguém me pode parar. Que um estar só é muito mais que um estar só. Que me dá oportunidades estrondosas de perceber que o "para sempre" é composto de "agoras". Às vezes não há nada mais a fazer. É deixar chover e esperar que o raio de sol mais próximo flutue na panóplia de caminhos eternos que há. Alguém há de aparecer e perceber os meus ciúmes sem razão e as minhas vergonhas mais profundas. Alguém há de dançar mesmo sem saber como, só para me animar nos momentos mortos da vida. Alguém há de me fazer rir até chorar. E neste tempo todo, reúno toda a sorte que tenho e tento perceber o anjo da guarda que me foi dado. Apenas sendo paciente. Espero. Porque alguém irá aparecer muito sorrateiramente num dia menos bom. Pelo menos, assim me caiu na almofada a estrela que o ditava.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

No Drama Llama.

Os dramas que te surge na cabeça não passam de meros alfinetes que tentam encontrar o invulgar local de repouso de ideias absurdas. Surgem de dias menos bons. Esquecidos na mente de quem nunca os relembra. Dramas são casos a ponderar. Não se desprezam na eventualidade de um dia fazerem sentido existir. E não se escondem por razões que te fazem pensar se algum dia, por mero acaso de gente, alguém os encontrará debaixo do monte de ideias postas a um canto. Dramas são dramas. Corroem os pensamentos sem qualquer sentimento de estima pelos neurónios que se vão escapando ao mortal aglomerado de massas interiores. Definem-se em pequenos sacos de pó que atingem o limite de histórias mal contadas por outros que não tu. Dramas são dramas na sua essência de ser. Hierarquizam momentos como mais ninguém o sabe fazer e obrigam-te a tomar as decisões mais ponderadas de segundos. Quem dramatiza sabe que escrever uma carta de pensamentos na escuridão de cabeças frias nem sempre resulta da melhor forma. Porque o único que não passa por isto, sabe menos que uma mula.
No Drama Llama. 

terça-feira, 25 de abril de 2017

Uma espécie de Peter Pan crescido.

Às vezes lembro-me de ti e penso em tudo o que já foste. Nas asas que ganhaste para conquistar as estrelas e  nos voos em que perdeste as horas. Percebo que mesmo calado falas mais que o meu subconsciente desmotivado pela alma limpa de uma vontade de ser feliz imensa. Ensinaste-me que a teoria do caos não desorganiza momentos porque não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses. Lembro-me disso como me lembro de ti. E hoje sei que em mentes quadradas ideias novas não circulam. Por isso, aqui te escrevo em letras soltas que finalmente tenho alma. Numa lógica de casualidade sem me levar abaixo para que tu permaneças inteiro. Sem medos nem receios aponto o dedo a essa espécie de Peter Pan crescido que te guia num caminho de ventos a sul. E agradeço de forma eterna esses pós mágicos de sininho que de vez em quando te lembras de esfregar no hipotálamo. Hei de saber todos os teus segredos um dia. Nem que me contes em sonhos mágicos, Cérebro.

"Nunca diga "adeus", porque dizer "adeus" significa ir embora e ir embora significa esquecer."

quarta-feira, 8 de março de 2017

Hoje celebram-se essas curvas.

Hoje é o dia do sexo que consegue fazer 2 coisas ao mesmo tempo. Que um dia já se sentiu inferior mas hoje governa o Mundo sem papas na língua. Hoje é dia daquelas criaturas que estão sempre certas mesmo estando erradas. Que produzem paciência em quantidades abismais que chega mesmo a ser virtude. Que todos os passos dados determinam a história de gerações futuras. Que mexem com opiniões trancadas a sete chaves nos seres que não dominam todos os neurónios que têm. Hoje é dia do cor de rosa, do salto-alto e da mini-saia. Das complicações mais descomplicadas e dos pensamentos mais profundos. Do ser mais falador e mais "Não tenho nada para vestir!". Hoje celebram-se essas curvas e todos os seus pontos de viragem. Glorificam-se os brilhantes de esforço passado para que possam continuar a chover "noites de miúdas". Hoje é o dia daquela comunidade que não se consegue decidir entre compras ou comer tudo sem engordar. E mesmo sendo chatas, conseguem ser Elas. 
Porque isso não nos impede de ter mais tomates que vocês.   
Mulheres há muitas seu palerma... mas nenhuma é como aquela.