Uma espécie de Peter Pan crescido.
Às vezes lembro-me de ti e penso em
tudo o que já foste. Nas asas que ganhaste para conquistar as estrelas e
nos voos em que perdeste as horas. Percebo que mesmo calado falas mais
que o meu subconsciente desmotivado pela alma limpa de uma vontade de ser feliz
imensa. Ensinaste-me que a teoria do caos não desorganiza momentos porque não
haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses.
Lembro-me disso como me lembro de ti. E hoje sei que em mentes quadradas ideias
novas não circulam. Por isso, aqui te escrevo em letras soltas que finalmente
tenho alma. Numa lógica de casualidade sem me levar abaixo para que tu
permaneças inteiro. Sem medos nem receios aponto o dedo a essa espécie de Peter
Pan crescido que te guia num caminho de ventos a sul. E agradeço de forma
eterna esses pós mágicos de sininho que de vez em quando te lembras de esfregar
no hipotálamo. Hei de saber todos os teus segredos um dia. Nem que me
contes em sonhos mágicos, Cérebro.
"Nunca diga "adeus",
porque dizer "adeus" significa ir embora e ir embora significa
esquecer."
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