Certifico-me que todos os dias aceito o espaço que há entre o que sou e o que quero ser. Equilibro-me na fugaz corda bamba que a vida me dá. Penso no que já conheci e recordo-me do que sou. Agora. Sem pretensões de futuro. Sem lamechices de estar sozinha no Mundo. Abraço-me sem medo de retorno a longo prazo. "Primeiro acredito, porque é assim que tudo começa. Depois, descomplico, porque é assim que tudo avança. A seguir confio, porque é assim que respiro fundo.". Fleumática, reconheço o céu azul de pensamentos. Equilibro-me e penso que nada nem ninguém me pode parar. Que um estar só é muito mais que um estar só. Que me dá oportunidades estrondosas de perceber que o "para sempre" é composto de "agoras". Às vezes não há nada mais a fazer. É deixar chover e esperar que o raio de sol mais próximo flutue na panóplia de caminhos eternos que há. Alguém há de aparecer e perceber os meus ciúmes sem razão e as minhas vergonhas mais profundas. Alguém há de dançar mesmo sem saber como, só para me animar nos momentos mortos da vida. Alguém há de me fazer rir até chorar. E neste tempo todo, reúno toda a sorte que tenho e tento perceber o anjo da guarda que me foi dado. Apenas sendo paciente. Espero. Porque alguém irá aparecer muito sorrateiramente num dia menos bom. Pelo menos, assim me caiu na almofada a estrela que o ditava.
quarta-feira, 17 de maio de 2017
Fleumática.
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