Tenho um problema: sou afetada pela doença da língua sentimental, pouco calada e nada discreta. Sempre pensei que podia ser uma super mulher daquelas que aparecem nos filmes da Marvel ou uma princesa das produções da Disney, mas a vida deu-me isto: papel e caneta. A verdade é que continuo a ser o que queria e o que não queria. Igual a vocês sou de certeza: cabeça que não pensa e olhos que não vêem, corações despedaçado nas horas vagas, mil pensamentos dispensáveis e comida noturna acompanhada de assaltos ao frigorífico. Conheço gente fracassada que se enfrasca de álcool na essência de esconder os fracassos. Gente que morreu de amores e não renasce por nada. Gente que perdeu gente e que nem a si mesmo se encontrou. Gente mesquinha. Acho que é genérico este Mundo. E descrevo-me hoje como fluorescente. Não gosto do comum. Azul. Então fiz-me às riscas. Cor de burro quando foge.
terça-feira, 29 de setembro de 2015
Autobiografia
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