Acho que saía daqui por uns tempos. Mochila às costas e adeus. Adeus aos momentos vividos e aos que ficaram por viver. Adeus às memórias permanentes. Adeus às ideias guardadas no tempo e que nunca foram concretizadas. O habitual. Alimentar falsas esperanças é o pão de cada dia. Podíamos fugir. Ou melhor: eu podia fugir. Seja o que for. Venha o que vier. Sentir a adrenalina de não deixar de fazer cenas por causa de medos conjuntos. Eu. Pelo meu próprio pé. No meu próprio mundo. Um adeus. Eterno ou não será sempre um adeus. Adeus às horas de revolta. Às duas luzes do universo: o dia e a noite. Às conversas noturnas escondidas de todos. O que ninguém sabe, ninguém estraga. E adeus aos olhares discretos perdidos na revolta da noite entre a imensidão de gente de alma vazia. Adeus a tudo. Adeus a todos. Um até logo permanente.
domingo, 10 de maio de 2015
Bora fugir daqui?
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