Sem final feliz programado.
Eu não andava à procura de nada quando encontrei o que nunca
esperei encontrar. Na verdade, eu nem estava preocupada com procurar algo ou
alguém. Mas aconteceu. Simplesmente acho que há coisas destinadas. Prontas a
acontecer. Encontrei-te a ti e a mim no meio desta confusão toda da pessoa que
sou. Foi simples. E acho sinceramente que é assim que as coisas começam. Quando
não estás à procura de nada e de repente percebes que tens alguma coisa. Do
nada para o tudo. Assim num abrir e fechar de olhos sem preocupações
de terçolhos maldispostos. Normalmente corre mal por me
preocupar demasiado com tudo e todos. Sempre a mim. E eu não quero ser tudo
para todos. Eu quero ser apenas quem tu queres encontrar. Fruto de um
mergulho profundo em pessoas rasas. E agora sei que quem se importa pode
estar longe. Pode ter falado contigo uma vez ou simplesmente nem ter falado.
Quem se importa demonstra-o sem grandes preocupações. Pode participar num
olhar profundo a dois e nunca mais te ver. Às vezes quem te percebe não pode ficar.
Se tiver que chegar, chega. Não vale a pena procurar. Alguém põe as
pessoas no sitio errado à hora certa por algum motivo. E há de chegar aquele
momento que queres guardar esse motivo numa caixinha e ficar com ela para
sempre. Porque a probabilidade era nula e mesmo assim aconteceu. Sem final
feliz programado.
"Tu saltas, eu salto, certo?"
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