sábado, 7 de fevereiro de 2015

Sejam Fluorescentes.

Depois da contagem final. Depois do último esforço. Depois de todo o percurso. Mais de 800 metros barreiras. Cansaço. Fraqueza. Instabilidade. A precisar de respirar. Parar. Desistir no último segundo. Ser igual aos outros. Caminhar na direção daqueles que não lutam. Daqueles que se dão por vencidos apenas por ter começado a chover. Não é trovoada. É apenas chuva molha parvos. Como vocês.  Nada que um chapéu não resolva. Estúpidos. Arranjar soluções nunca foi opção para os mais fracos. Cair na primeira escada e rebolar até última.Sempre levados pela corrente. Sem opinião. Amarrados ao pessimismo. Ao não quero. Não tento outra vez. Falhei. Perseguidos pelo desastre. Parem. Chega. Voltem a tentar. Falhar não é aquele bicho de sete cabeças. Ajuda a aprender. Crescer como pessoa. Sejam alguém. Empenhem-se. Mostrem o que valem. Berrem. Gritem com vocês mesmos. Não sejam previsíveis. Façam tudo o que vos vier à mente. Saltem. Atirem-se de um penhasco. Criem barreiras com o pessimismo. Voltem a ser crianças. Beijem. Abracem. Criem o vosso espaço. As vossas loucuras. Vocês são o rótulo de uma garrafa. Destaquem-se perante as outras. Façam por sobressair numa sociedade em que só se bebe água da torneira. São vocês que traçam o caminho a seguir. Vão pela esquerda. A direita está sempre com mais trânsito. É o caminho dos desistentes. Dos comuns. Onde não há objetivos. Levem toalha para a praia. Sejam diferentes. Gostem de areia. Sejam fluorescentes.

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