terça-feira, 10 de julho de 2018

Porque planetas à parte, mesmo quem mora em Terra sabe que terá sempre a cabeça na Lua.


Galaticamente falando, cada um de nós é único no seu sentido de ser. Num Mundo de segundos, oferecemos horas, sem pedir estrelas em troca… E mesmo sabendo todos os anos luz que nos separam uns dos outros, continuo a ser infinita no espaço de milhares que pairam sobre mim… Verdadeiramente falando, num Mundo de galáxias cada um de nós não passa de um ponto infinito de insignificância esplêndida numa estrela perdida algures no Espaço… E dentro de nós crescem pensamentos, momentos e sentimentos que por si só formariam buracos negros incapazes de sobreviver ás adversidades de quem  se acha superior. Num Mundo de Big Bangs infinitos, a controvérsia de pensamentos opostos afastar-nos-ia dos motivos ideais para percorrer céus de distancia por ti. Porque mesmo sendo poeiras num espaço de planetas, a verdade é que quando não dizemos o que sentimos, o outro vai embora sem saber que talvez tivesse motivos planetários para ficar. Porque planetas à parte, mesmo quem mora em Terra sabe que terá sempre a cabeça na Lua.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

2018.

Um brinde a um ano cheio de momentos memoráveis, guardados eternamente no meu coração. Obrigada a quem faz, fez e fará de mim o ser humano que sou. É uma honra ter-vos comigo. A qualquer hora, dia ou local. É uma honra poder fazer parte de todas as discussões, sorrisos e dias menos bons.A um ano cheio de oportunidades, de mudanças e de êxtase. É altura de começar tudo o que não foi começado, e deixar que a magia do inesperado aconteça. Por muito repetido que seja, é tempo de limpar o histórico do passado e deixar que o imparável habite em ti da melhor forma. A novos sentimentos, a um novo fôlego, a novas oportunidades e aos mesmos sonhos de sempre. Temos uma nova história para contar, sem qualquer influência precoce do passados que foi e do futuro que será. É tempo de um 2018 de novidades. É tempo de criar ideias brilhantes no máximo do apresentável. É tempo de viajar mais, sorrir eternamente, apostar na confiança do desconhecido e correr à chuva sem medo de constipações.A um 2018 de revelações explendidas, de corações bem apertados ocupados no calor do momento e de ideias brilhantes.Sê agora o que nunca foste. 
BOM ANO.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Porque ainda há Heróis.

Há derrotados e vencedores. Gente que fica na história por ficar. Porque teve um dia de sorte ou de azar. E depois há Heróis.  Gente que se "segura" por um pouco mais que tudo. Que sobrevive depois de fazer o impossível. Que luta por sonhos. Que concretiza o impensável.  Heróis são Heróis.  Que vivem com mais do que intenções.  Que ouvem os outros. Que não usam capas nem salvam a princesa da sua vida no último segundo. Que fazem tudo por todos mesmo sem ninguém saber. Heróis são gente comum que se torna extraordinária pelo simples. Que sacrificam a vida por um mais que "1". Que não desesperam. Heróis são aqueles movidos pela loucura de ajudar. Declaram guerra ao inimigo interno e lutam até serem libertados. Que têm medo mas não desistem. Que permanecem de pé mesmo estando sozinhos. Heróis são guerreiros pacíficos munidos de coragem e amor pelos que acham que nunca foram amados. São os que avançam mesmo depois de todos recuarem e os que lutam mesmo depois de más noticias. Heróis não têm rotinas definidas, nem enxergam ter. São Heróis por ser. E por tudo, mesmo não querendo ser  Herói, ficam na história de quem se lembra…Ser lembrado pelo extraordinário.  

domingo, 15 de outubro de 2017

Ponto da situação.

Se mesmo depois de tudo, continua a ecoar na mente, é porque vale a pena. É porque, por muito que o risco seja grande, a recompensa é maior. É porque importa mais que os demais e soa melhor que o agora. Às vezes só nos apercebemos de um momento quando se torna memória eterna no efémero sentido da vida. Agarramo-nos ao passado sem perceber que o tempo continua, e não deixamos que o futuro flua sem grandes planos pela vida. Orgulhamo-nos do que fomos sem deixar que o que "viremos a ser" apareça no pensamento. É a vida. As pessoas lixar-te-ão sem te dar importância, e as mínimas coisas na vida recompor-te-ão. Iremos culpar novos amores por coisas que os antigos fizeram e perder amizades que julgámos eternas. Iremos implorar para que algumas pessoas fiquem na nossa vida mesmo sabendo que não passam de ideias sonhadas. Há dias em que iremos sentir tudo e outros em que o "nada" nos invade. Descobriremos os nossos talentos depois da hora do espectáculo e mesmo assim o céu fará de nós estrelas. Por muito que o tempo passe, alguém nos há-de fazer felizes nem que seja por instantes. E o pouco de nós que será doado ao Mundo, fará de eternos os pensamentos de alguém. Mesmo não tendo mínima ideia do número da cena, os realizadores disto tudo somos nós. Mesmo havendo final feliz ou calamidade insegura.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Antes do Mundo te dizer quem deverias ser.

Consegues lembrar-te de quem eras antes do Mundo te dizer quem deverias ser? Muito antes de construires esse reino de esperança e desistires de ideias coladas a cuspo nessa infancia de sonhos inacabados. Consegues lembrar-te que eras poesia mesmo antes de todos saberem ler? E que mesmo sem rimas, lias todos os pensamentos que fervilhavam na tua cabeça? A verdade é que sabias a posição das galáxias sem precisares de mapa e decoravas todas as mil fases e infinitas formas de ser que eu escondia. Arriscaste para te conformares que as tuas ideias não eram assim tão sem sentido como te diziam ser e mudaste de lugar algumas certezas que tinham ganho pó de tanto esperar. Lembras-te de todas as vezes que quiseste desperdiçar lágrimas em coisas absurdas que acabaram por se transformar em risos ocasionais? É que mesmo parecendo que não, todos esses momentos estão guardados para que um dia sejas a pessoa que sempre quiseste ser. Sem holofotes incandescentes apontados para uma passadeira vermelha de olhares da sociedade. Mesmo sabendo que foste aquilo que o Mundo quis que fosses, lembra-te que a Alice só chegou à Terra dos sonhos depois de ter caído. E conforma-te que não és uma gota do oceano, mas sim todo o oceano numa gota.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Foi um prazer que não era para ser.

Desapegar é a liberdade mais triste que conheço, mas a que mais corações conscientes faz. Desperta-nos para a realidade de que um instante distante diz tanto sem dizer nada. Soluciona problemas engendrados por dias sem que as mãos se desenlacem com troca de olhares profundos. Porque na realidade foi um prazer que não era para ser, e por mais olhares trocados acabados em sorrisos, essa atitude será sempre a tua imagem de marca. Desapego é deixar que o céu exista sem estrelas mesmo que isso seja pura impossibilidade. Mas a verdade é que um dia nos cansaremos de estar presentes na tristeza de pessoas que não nos convidam para as suas alegrias, e correremos sem coração destinado por entre veias cheias de promessas. De repente, apaixonar-nos-emos pela possibilidade de nos apaixonarmos de repente, e esse ciclo vicioso de quem tudo tem a perder desabrocha sem pétalas de esperança. Desapego é ousadia de quem aprende a ser o filtro e não a esponja. De quem não me julga pela coragem que te falta e pensa no que quiser sem consciência de futuro. Desapego implica aprender a desfazer nós para dar mais espaço aos laços, mesmo sabendo que um dia a corda acabará. Mas fica sabendo que enquanto eu te quiser, não te preocupes com quem me quer, mesmo sabendo que nunca resultaremos. Porque eu sei que o Universo entenderá o recado.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Dilúvios à janela.

Eram como o café e o leite. Ele tirava o sono dela e ela deixava-o menos amargo. Sentavam-se sempre na janela da sua secreta morada e ficavam calados como duas pessoa a transbordar pela cabeça. Se um instante é suficiente para a mente tropeçar no coração, o mais certo era serem detentores de uma numerosa família de arranhões. 
Coberta de relíquias para a vida, todos os dias ela deixava os sonhos na cama e vestia a sua pele de viver, percorrendo caminhos  de quem nunca quis ser ignóbil demais. Não era boa entendedora e meias palavras não lhe bastavam como contentamento em vésperas de atingir o limite. 
Passou a plantar epopeias solenes no seu cérebro e deixou afogar-se em todas as perguntas guardadas debaixo da cama. Hoje fotografa dias bons e só as revela a quem sabe que tem o coração mas leve que o dela. Porque em dias de chuva, o café perde a amargura de palavras contadas à janela e os sonhos tornam-se insónias constantes. 

Sabe que ele só volta depois de aprender com mais três porque queria um amor tão certo como o café que bebe todos os dias ao acordar. Agora, reticente  em perceber que a amargura não mata sonhos, relembra as horas de trovoadas que passara à janela com ele. Talvez, um dia se esbarrem e se conheçam de novo, com um olhar mais maduro e o coração mais decidido. Talvez sejam experiências de uma vida em que só quem é inteiro, sabe transbordar. Mesmo assim ela agradece, e sonha com um Inverno mais  chuvoso que o anterior. Porque em dias de Verão, o café é muito amargo.