sábado, 15 de outubro de 2016

1... 2... 3... AÇÃO!

Sabes porque é que às vezes tens menos atenção? Porque o mundo não gira à tua volta sem antes tomar as devidas precauções. Porque tu não és sempre o sapo da princesa misteriosa mesmo achando que és insubstituível. Às vezes o mundo mede bem as estrelas que põe no céu e as que deixa escapar com o vento das tuas ideias manhosas.  Há momentos que tens menos atenção porque simplesmente não podes ter mais... Às vezes o céu está mais bonito que tu e as atenções são desviadas para aquelas paisagens dignas de quadros em museus. Mas tudo bem. A atenção não se mede aos palmos. O vento rouba os ouvidos das pessoas por uns segundos e os planetas são roubados pelo sol desde sempre. Só não tens mais atenção porque às vezes irritas quem te rodeia. Fazes de ti um rádio sempre a disparar músicas e as pessoas fartam-se. É assim... Às vezes tens menos atenção porque o realizador da tua história assim o decidiu. Por isso prepara-te... 1... 2... 3... AÇÃO!

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Do avesso.

Sempre quis imaginar a Monalisa de bigode. Pôr orelhas de gato num elefante e fazer as toupeiras voar. Às vezes ponho-me a imaginar as pessoas com patas de galinha e a pôr ovos de semana a semana mas depois lembro-me que os patos não sabem falar. Sonho com laranjas azuis e deixo que o mar vire cor de rosa às bolinhas amarelas. Sinto que os candeeiros deviam dar dinheiro em vez de luz e as latas de refrigerantes conter chocolates de menta que viciam. Gosto demasiado de flores mas adorava que cheirassem a morangos acabados de apanhar. Queria que os botões do rádio mudassem os sentimentos das pessoas e as ondas de calor se transformassem em tempo de descanso infinito. Às vezes imagino que o choro dos bebés se transforma numa plena harmonia de sons num concerto de jazz e que as noites mal dormidas não passam de favores pagos em insónias. Vejo-me a apanhar ondas numa escova de dentes e a imaginar o Johnny Depp sem aquela pinta de engatatão. No entanto gosto mais de vestir camisolas do avesso... Errar é humano.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Tempo.

Algumas pessoas preenchem espaços e outras simplesmente tornam os momentos menos solitários. Deixam que as profundezas dos olhares sobressaiam sem grandes esforços. Desimpedem as células sentimentais de obstruções vasculares e fazem do céu algodão mais doce que o normal. Às vezes as pessoas menos esperadas tornam-se cabeças importantes. Transformam dias de nevoeiro em ventos de mudanças repentinamente boas. Penteiam os cabelos desorientados. E apercebem-se que a ironia do destino passado obriga a apreciar o silêncio para se conhecer o barulho de multidões de sentimentos descontrolados. A verdade é que preencher espaços impreenchíveis é perigoso. Arranca palavras noturnas ao sono profundo e atira pedras de lágrimas sem necessidade de água doce. Na realidade abstrata o importante é fazer alguma coisa em vez de matar o tempo. Arrancar todos os minutos das horas e todas as horas dos dias. Porque no meio disto tudo, o tempo é que nos tem morto. Aos dois. Sem dó nem piedade. Com uma única visão do mundo. O tempo.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Energia Útil.

Acredito na mudança infinita do rumo de vidas despedaçadas. Na alteração imprescindível do sentido das mentes. Aceito uma súbita suspeita de união de gentes. E compreendo a desarrumação de cérebros confundidos por palavras. Organizo o meu espaço sem grandes modelos históricos de páginas de livros de etiqueta. Ocupo a cabeça de mexericos. E deixo que o vento alimente os sonhos de criança. Penso no mundo sem grandes feitiços. Acredito em magias necessárias à sobrevivência. E venero a capacidade de armazenamento poluente de certos cérebros. Pego nas ondas das correntes de dificuldades e transformo-as em energia útil. Agarro nas verdades e deixo que escorram na cara de míseros imbecis.  Alimento a fome de metas inalcançáveis. E deixo que o céu torne possível voos de galinhas. Viabilizo possibilidades impossíveis. Organizo labirintos de ideias de milhões. E fico-me por aí... pelas ideias, porque os milhões só vêm com esforço. Encarrego-me de perceber o que vai na cabeça dos outros. Redijo testamentos que nunca partilharei. Movo lembranças de dias memoráveis. E solto os cabelos ao vento como quem solta uma lágrima num momento inoportuno... em harmonia com o Mundo.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Tudo bem? Sim, e contigo? Também!


Se definires "Tudo bem" como vida monótona, sem acontecimentos que mudem o rumo das coisas, nomeadamente  ganhar o Euromilhões, choverem gomas ou tornar-me  no Bill Gates versão II, então sim, está "Tudo bem". Se optares por definir "Tudo bem" por "Tudo bem", tipo mesmo "BEM", então está  "Tudo mal" contigo. Só está bem quem não pensa. Quem sabe que um "Preciso de falar contigo" deixa borboletas no estômago. Quem não cede a pedidos de desculpa inaceitáveis. Quem jura deixar que outros refilem e adora ver discussões  desnecessárias. Só está bem quem move meias durante o sono. Quem, por magia, sonha alto. Quem não deixa que a chuva estrague o dia. Quem sobe montanhas sem "pingar" uma palavra de cansaço. Pausa. Quem "está mal" culpa os outros. Queixa-se do positivo e do negativo sem saber o que realmente é bom ou mau. Deixa que o desejo se torne sonho monótono. E chora nas costas dos outros. Um "Tudo bem" que é um "Tudo mal" pede um "Conta tudo e deixa-te de tretas". É inevitável. E se não queres contar o que te tira do sério, só tens uma opção: responder "Tudo bem" com cara de quem acabou de ganhar asas.
"Tudo bem?"
"Sim, e contigo?"
"Tamb
ém."

domingo, 5 de junho de 2016

Tu és incrível.

Tu és incrível. Diferente do normal. Isso é ótimo. Melhor que tudo o resto na vida. Destacas-te por seres tu. Por seres essa pessoa incrivelmente anormal. Isso é bom. Não te deixes ser rebaixado por estronços estúpidos que não têm nada de perfeito. Deixa o imperfeito correr nas tuas veias. Atira-lhes isso à cara. Não há coisa melhor que espetar verdades à cara de pessoas que não olham com olhos de ver. Corre na tua essência de ser. Sem mudança de opiniões adotadas por influência de quem te quer mudar. Cria o teu planeta. Habita-o de ti. Alimenta-o de positivismo e deixa que ele te alimente de recompensas. O que é bom acaba por vir sem que se tenha que acreditar na sorte. Tu giras à volta do Mundo e completa-lo de magia. Brilhas de bem e ultrapassas obstáculos como um super herói. O poder de ajudar os outros estanca-te as feridas. És único. Obrigada. 

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Faz-te à vida.

Sabem... Estou feliz sem razão. Bem com a vida sem porquê. E estou-me pouco lixando para as vossas opiniõe'zinhas de tigela vazia. Gosto. Sinto uma concretização plena sem sequer ter levantado o rabo do sofá. Isso deixa-me completamente diferente. Salpicada de boas recordações temporais. Sinto que tudo o que faço deixa o meu corpo fluir com espaço infinito. Mergulhos numa piscina de bolas de plástico. Gosto do sabor da manhã mesmo que as torradas estejam mais queimadas que o habitual. Rotinas desacertadamente diferentes. Sinto-me criança. Os dramas das crianças são os melhores... "Gelado de baunilha ou de chocolate?". Na verdade sinto-me uma espécie de Peter Pan crescido sem medos nem receios. Simplesmente as coisas nem sempre resultam como os nosso sonhos planeiam. Mas às vezes sabe bem. Modera o sentido da vida. Altera o destino do bilhete. Talvez no futuro resulte . Talvez no passado resultasse. Mas há coisas que não foram combinadas para dar certo no momento ideal. E o tempo não espera... faz-te à vida.