Cheguei há dois dias da minha viagem de finalistas. Estou inteira. Não digo que foi a melhor semana de sempre mas foi sem sombra de dúvida das melhores. Não me arrependo de nada. Aproveitei ao máximo os 600€ que me custaram a sair do bolso como dinheiro que ganha asas, mas valeu. Tenho pena dos que se enfrascaram em álcool e passaram as noites a dormir, porque digo-vos amigos, pagar esse dinheiro para ficar no quarto mais valia terem ficado pela vossa caminha no silêncio dos deuses. Fiz amigos que davam para encher um campo de futebol tipo sardinha enlatada e reforcei amizades que sei que durarão mais alguns anos certos. Aprendi a viver em sintonia com 30 pessoas. A almoçar e a jantar comida não feita pela avó e aventurei-me em horas extremas de pequeno almoço. Testei os meus limites de sono e levei a minha desarrumação ao extremo. Voltei com os pés abrasados e as pernas a precisarem de 1 mês de descanso. Percebi que nem tudo vale a pena mesmo sabendo que um dia já valeu. Entrar em stress não conta nestas viagens: relaxa e vive o mergulho na piscina e o sol da praia. Senti a música. Gritei e fiquei sem voz durante os 5 dias de concertos. Vivi momentos únicos de pura loucura mas vai valer o mundo quando os recordar. Não te deites cedo, vais ter tempo para dormir durante o dia e não vais ter ninguém a chatear-te para acordares. Tenta não te chatear com ninguém, está tudo ali para o mesmo. Se achares que algo de anormal se está a passar tira fotos ou faz um vídeo. Vai ser hilariante quando reviveres tudo isso.Causa danos colaterais de pouca dimensão como por exemplo ligações de telefones entre quartos a dizer que as caução foi ativada. Vais adorar o pânico dos outros. Dá noticias aos teus pais todos os dias se não vão achar que rebentou uma bomba no sitio em que estavas ou que foste raptado por extraterrestres. Quando te empurrarem nas discotecas, caga. Não há absolutamente nada que possas fazer a não ser voltar a empurrar. A primeira vez que chegares ao quarto, guarda tudo o que se puder partir, não queremos perder o dinheiro da caução. Protejam-se à saída do autocarro na chegada a Portugal: os vossos pais vão conseguir ser os maiores chatos e encherem-vos de mimos e perguntas às quais não vais querer responder. Cheguei da viagem de finalistas há dois dias e as saudades já apertam. Quero voltar, nem que seja em sonhos. Trago presentes para todos. Boa estadia.
terça-feira, 5 de abril de 2016
quarta-feira, 23 de março de 2016
Um "não" como resposta.
É triste quando percebemos que a nossa esperança termina no voice mail de alguém. Ficamos sozinhos. Isolados do mundo. Só nós. É triste mas habituamo-nos a lidar com isso. Vai acabar por haver um dia em que a solidão vai passar a ser o nosso melhor amigo. E a partir daí somos só nós. Vamos percorrer longas noites de pensamentos e tentar perceber o porquê de ninguém nos querer. Talvez sejamos nós que não deixamos que ninguém nos queira, mas é preferível assim. Às vezes gente a mais atrapalha. Deixa-nos cientes da imensidão de gente igual que anda por aí. Faz-nos pensar que queremos mais. Queremos diferente. E sobretudo queremos o que ninguém tem, nem que seja preciso fazer os possíveis e os impossíveis para o ter. É necessário perceber que o cérebro pensa eternamente e que não é por certas palavras que o coração deixa de receber sinais. Telegramas dispensáveis que se convertem em fúrias imensas. Às vezes é preciso afastar gente da nossa vida. Mesmo que essa gente sejas tu de costas viradas para o mundo. Porque mesmo sendo eterno, o mundo também recebe um "Não" como resposta.
quinta-feira, 17 de março de 2016
Não sejas feliz para depois seres triste.
Tu tens que te magoar. Ou precisas que te magoem. É assim que se aprende. As pessoas mais fortes lá fora são as que lutaram durante "anos" por um sorriso genuíno. São as pessoas que enfrentaram as "batalhas" mais complicadas. São os maiores empreendedores no que toca a controlo. Porque essas pessoas decidiram que não vão deixar que nada as destrua, que as deixe "ir ao fundo", que as leve ao abismo. Essas pessoas estão a mostrar ao mundo quem é o "boss". Estão a apanhar o ritmo da vida de topo. Estão a "curtir" o Mundo como ondas de surf prolongadas. As pessoas mais felizes são as que pensam com a cabeça e não com o coração. São aquelas que ouvem as palavras sábias da mente nos dias mais cinzentos e as aplicam em dias de arco íris. São as que ignoram "bocas invejosas". As pessoas mais felizes são as que se autodestruiram e se voltaram a construir ao longo dos tempos. São as que vezes e vezes sem conta deixaram a cabeça explodir devido ao excesso de pensamentos. Ao aglomerado de ideias sonhadas e não concretizadas. As pessoas mais felizes são também as mais tristes. É impossível ser feliz sem antes ter sido triste. As coisas são assim: tristes para depois serem felizes. Sê triste e só depois feliz. Não sejas feliz para depois seres triste.
domingo, 13 de março de 2016
"Para sempre"
"Para sempre" é muito tempo. E prometi a mim mesma mil vezes ou mais que seria "para sempre". Que me respeitaria sem ferir sentimentos indesejados. Mas não consegui. Feridas duram como calos. Aparecem do esforço a mais. "Para sempre" engloba o mundo. Roça o inalcançável. Agarra o imperfeito e o indesejável. "Para sempre" faz jurar vidas. Constrói e destrói relações finitas. "Para sempre" dura até ao infinito. Num labirinto de acessos ao "Para nunca". Quero o universo mas mereço Marte. Voei até à lua para que fosses meu, ó Céu. Planeei o fogo de artifício de manhã, para me destacar pela diferença. Fui louca por ti sem que nunca tivesse que ser internada. Ouvi mil coisas a teu respeito. Más na maioria. Mas podes ter a certeza que te defendi mesmo sabendo a insignificância que sou para ti. Por muito que não aches isso, respeito-te. Mas odeio-te na mesma. Vulgarizo-te mas acho-te invulgar. Como o céu ao mar. Mas precisas de tempo para fazer uma respiração de senhor. Nem que seja uma vez na vida. A primeira e a última. Como quem ganha controlo e juízo. Precisas de um "para sempre" infinito do tamanho de uma formiga.
quinta-feira, 10 de março de 2016
Vamos pôr a teoria à prova?
Espero que durante este tempo todo não tenhas ficado a apanhar estrelas cadentes. Elas só aparecem quando querem. Momentos únicos para quem pode. Num certo local. A uma certa hora. Com ou sem companhia. Momentos estrelados pouco comuns. Desejamos o mundo como quem deseja a sorte. Na verdade não desejamos por um sonho perdido, desejamos por uma pedra espacial que viaja a milhões de metros por hora... Estrelas cadentes são meteoritos. Por sorte ou azar os desejos são pedras luminosas que percorrem milhares de kilometros até ao destino. Atrito entre corpos sólidos. Como tu e eu em noites de trovoada. Segundos de magia. Iluminação de duas mentes apagadas na essência de uma delas não precisar de chama. Impactos. Duas bocas sem nada por dizer. Apenas observam o movimento fluorescente do corpo humano. A noite leva almas perdidas e traz outras por achar. Contra exemplos de provas impossíveis de contadizer. E deixamos a noite descansar... Deitados por engano no corpo celeste da mente. Vamos mesmo pôr a teoria à prova?
domingo, 28 de fevereiro de 2016
Caminhos descruzados.
Tenho certezas de que nos vamos reencontrar um dia. Quando tu tiveres cabeça e eu não tiver coração. Se calhar vamo-nos reencontrar no momento mais inesperado. Quando formos mais velhos e a nossa mente menos ética. Quando eu for certa para ti e tu certo para mim. Mas neste momento eu sou um autêntico caos para os teus pensamentos e tu um autêntico veneno para o meu coração. Caminhos separados com mentes juntas. Talvez nos reencontremos um dia. Talvez nos reencontremos por baixo de um fogo de artifício de mudança de ano. Se calhar aí já vais ter noção que as pessoas também acabam como os foguetes. Talvez te reencontre no supermercado. Dois donos de casa à procura do corredor dos gelados. Gelados são o acompanhamento de qualquer solteiro. Talvez te reencontre pela cidade mais inesperada para te encontrar. Provavelmente já vais ter casa própria e sair todos os dias para beber um copo ou dois. Ou simplesmente te reencontre no meio da rua em pleno dia de chuva. Talvez a chuva nos lave a cabeça. Talvez a chuva molhe parvos como nós.
Temos reencontro marcado, só não sabemos para quando.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
Na ponta da língua.
Tenho palavras na ponta da língua que às vezes não querem sair. Ou então saem sem querer em momentos de delírio extremo. Tal como as verdades fogem da boca dos bêbados para os ouvidos dos sóbrios, as mentiras fogem da boca dos sóbrios para as mentes dos inocentes. As palavras na ponta da língua acabam por surgir. Com consentimento do possuidor de tal enigma ou sem consentimento. Por mero acaso do destino que decidiu que naquele dia, aquela hora, aquelas palavras iriam sair daquela língua. Às vezes corre mal e outras vezes também. Às vezes sai asneirada e outras vezes também. Palavras na ponta da língua nunca são bom sinal. Muito menos são se o indivíduo estiver com falta de memória. Falta de memória implica falta de "não contarei tal segredo". E assim se espalham boatos de inteira responsabilidade da ponta da língua. Das duas uma: ou cosem a língua ou cosem o cérebro. Coser o coração não é opção.
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