O que é que queres ser? Antes de tudo quero ser "eu". Depois posso ser esse médico ou advogado que a família sempre quis que fosse. Deixem-me ser eu. Escolher por mim. Fazer a minha vida. Construir a minha pessoa. Deixar que o presente flua e só depois expor o futuro. Preciso de espaço comigo mesmo. Vamos dar um tempo, cérebro? Sempre precisei de uma quebra na mente. É impossível mas precisava de deixar de pensar por horas. Dias... o médico que trabalhe em horas vagas e o advogado que deixe a testemunha descansar do tédio. Sinceramente, salve-se quem puder. Ou os bombeiros que salvem os vossos neurónios minúsculos, levados pelo "tsunami" de ideias que vos põem na cabeça. Não se afoguem. Deixem que a ingenuidade do vosso ser vos torne expansivos. Pensem pela vossa mente e não pela dos outros. Ou então simplesmente abandonem o pensamento. É importante fazer do pensamento um "sem abrigo" para depois voltar a pensar. Ou não. Quero ser filósofa de mim mesma.
domingo, 10 de janeiro de 2016
Vamos dar um tempo, cérebro?
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Há sapos e sapos.
Dou asas à imaginação quando estou triste. Ou é ela que me procura. Acho que nunca descobrirei se é doença ou epidemia. Explorador de cérebros. Ou de corações. Porque há aqueles que exploram o inexplorável. Esses podem ser descartados. Mandados fora. Atirados para o lixo. Não importam. Há que soltar vasos sanguíneos. Cortar artérias. Dissecar rãs e sapos para perceber que há príncipes e princesas que não merecem funeral. É assim. Nem todo o reinado foi feito para durar. Há sapos e sapos. Há sapos encantados e sapos por encantar. E há simplesmente sapos que perdem o encanto na essência de o ganhar. Na verdade, os contos de fadas não são contos de fadas mas sim contos de sapas. E sapos. E depois há sucessões ao trono. Dragões. Mas essas são para quem merece. Sangue azul. Será que podemos engolir sapinhos?
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
Vamos só ali mudar o último dígito da data civil e já voltamos.
A malta deve achar que se pedir muito que 2016 seja grande ano ele vai fazer a vontadinha. Malta, daqui a pouco só falta pedirem para cagar brilhantes. E olha que sinceramente já vos vi mais longe de realizarem tal pedido. Só espero que saibam que essas vossas palavras, que chamam de sábias, não são assim tão sábias quanto isso. O rumo da vossa vida não vai mudar de um dia para o outro. Literalmente. Nem esse beijo das 00:00 vai acontecer. E muito menos existirão notas a cair do céu para vos fazer ricos no novo ano. Por isso desistam dessas lamechices nostálgicas. Vamos só ali mudar o último dígito da data civil e já voltamos. E enquanto isso a vossa vida não se altera. O fogo de artifício não são brilhantes mágicos. Não podem abrir os bolsos e as malas e deixarem que os brilhantes caiam lá dentro. Mas se cairem... Parabéns, entraste com o pé direito no novo ano.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
Porque tu deves gostar de ti.
Eu amo camas desfeitas. Adoro pessoas bêbadas que choram mares e não conseguem ser mais nada para além de honestas no momento. Venero o olhar de pessoas apaixonadas. Amo a maneira como o mundo acorda e olha em redor. Adoro os lenços de papel que os fanáticos em séries gastam quando a sua personagem favorita morre. Eu amo quando as pessoas fecham os olhos e viajam para as nuvens. Apaixono-me pelos "altos e baixos" e pelos sonhos impossíveis que elas têm. Venero as pausas no estudo que duram mais que o planeado. Amo as saudades de casa quando estou à janela a ver a chuva cair. Adoro os "tic tac's" do relógio em momentos apertados de tempo, enquanto todos os outros entram em pânico. Gosto da confusão das estação de metro. Gosto de gostar do que os outros não gostam. Porque eu não gosto dos outros. Gosto de mim.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
Adolescência.
Somos adolescentes 5/6 anos da nossa vida. Andamos na ribalta dos nossos sonhos e achamos que somos o topo do mundo. Bebemos. Fumamos. Choramos. Perdoamos. Temos na mão a nossa vida. A verdade é que a alcunha para adolescência é "Época em que destruíste os teus sonhos". Todos temos bem noção disso. Desperdiçámos horas do nosso sono com as conversas tardias mais inúteis de sempre. Achámos as verdades mais ingratas da vida. Descobrimos que o Mundo não gira por nós. Adolescência é isto. Ensinamentos de vida. Festejamos. Apaixonamo-nos e magoamo-nos. Lutamos pelo inalcançável. Destruímos os nossos maiores sonhos de criança. Aprendemos que não vamos ser aqueles ricos que sempre achámos que seriamos. Percebemos que as casas na árvore que sempre quisemos construir não passaram de invenções de filmes de criança. Saltamos para o abismo do desconhecido. Tornamo-nos mais adultos na essência de sermos crianças. A adolescência é uma farsa.
domingo, 6 de dezembro de 2015
As coisas não pedem a nossa opinião.
Odeio conversas pequenas. Quero falar de átomos. Morte. Extra terrestres. Sexo. Magia. Inteligência. Sentido da vida. Galáxias distantes. Música que nos faz sentir diferentes. Memórias. Mentiras que contámos. Correntes marítimas. Ciência. Infância. O que te faz ficar acordado durante a noite. Inseguranças. Medos. Eu gosto de pessoas profundas, que falam com a emoção de uma mente confusa. Quero falar de histórias. Morte. Saudades. Molhas apanhadas em dias de chuva. Insignificâncias insignificantes. Comida. Gente mesquinha. Quero falar de tudo. De mim. De ti. De coisas. As coisas não acontecem como a gente quer. Nem mesmo como a gente não quer. As coisas não pedem a nossa opinião.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
Não te preocupes.
É preciso seres tu. Viveres quem és. Sentir quem foste. Acredito que tudo isso te complete e te desfaça ao mesmo tempo. Estarei aqui. Quero que te ergas. Que faças mais daquilo que és. Que sejas quem sempre quiseste ser mas que a coragem não deixou. Quero que sejas tu na tua propria essência. Que te burrifes nos outros e escondas as tuas pieguices. Sê tu. Sem preconceitos. És como ninguém. Abraça-te. Agora por amor da santa não sejas essa cara séria. Que não se vê interiormente. E muito menos exteriormente.Essa pessoa há de se levantar do nevoeiro... Não te preocupes.
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