segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Mas olha... Tarde demais, já fiz a maratona por ti.

Eu juro que me passo com certas cenas. E tu és uma delas. Dou mais eu de mim do que aquilo que tu dás de ti. Aceito-te mais vezes do que as vezes que alguma vez me aceitaste. E sofro mais noites por ti do que aquelas que alguma vez sofreste por mim. Eu não sei mas cá para mim isto vai haver karma. E quando tu quiseres mais do que alguma vez eu quis, vais perceber que o "querer" desaparece ao longo do tempo. Essas noites de sofrimento vão passar a ser tuas e vais dar mil vezes mais de ti. Mas este "correr atrás" cansa. Vais perceber isso. Já corri muitos quilómetros por ti. Talvez mais do que aquilo que alguma vez vais correr por mim. E mesmo assim ninguém ganha. Eu que fico sem ti, e tu que ficas sem mim. Mas é assim. Tu és agora e eu sou depois. E nunca um de nós vai querer tanto como o outro. Nunca um de nós vai sofrer tanto como o outro. Ao mesmo tempo. E eu juro que um de nós se vai passar. Alguma vez, nalgum lado. Um de nós vai perder a cabeça, como tantas vezes a perdemos juntos. Mas olha... Tarde demais, já fiz a maratona por ti.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

E ainda dizem que esta é a melhor idade da nossa vida.

Sentamo-nos constantemente, de humor escondido debaixo das olheiras, em frente à pessoa que nos podia fazer pessoas. Que nos podia ensinar a ser lembrados. Mas nada. Só letras. Números. Livros de páginas escritas por bebâdos que se suicidaram na essência de não serem românticos. Namoricos. E nós é que somos burros! E até pode ser uma relação de amor-ódio mas o "vermelho" estará sempre lá. E depois somos arrastados com notícias de desemprego. De um país na falência. De líderes que se esbofeteiam por palavras e de dinheiros mal gastos em meios aquáticos enquanto os "senhores importantes" precisam é de dar às pernas e perder os quilinhos que ainda habitam desde o Natal. E no meio disto tudo continuamos a ser os burros. Que não escolhem partidos mas que na realidade são os mais partidários. E isto somos nós. Mandados por senhores pouco senhores que se acham senhores de grande sabedoria. E ainda dizem que esta é a melhor idade da nossa vida. Então não quero chegar aos vinte! Alguém que me tire daqui. A emigração'zita, por exemplo. Ou os milhões de ladrões de povos que vivem de máscaras chamadas "bancos" . Que me roubem a mim, seus sacanas. Ora viva a idade dos impostos! Propinas já nem se fala que essas voam a uma velocidade demasiado rápida dos bolsos dos papás para serem vistas em plena luz do dia. 3,0×10^8m/s. Velocidade da luz. Decoranços de intervalo. Ora, bis! Um brinde à melhor suposta idade de sempre!

segunda-feira, 13 de julho de 2015

E se algum dia fores de vez, vou ter saudades.

Tenho vontade de te ligar e dizer "Tu perdeste a pessoa que mais se importava contigo!". E é isto. Todos os dias. A toda a hora. Sufoco por saber que podes não voltar. E se algum dia fores de vez, vou ter saudades. Mas ficar neste meio termo não dá. Não encaixa comigo. Ou vais ou ficas. Há cenas que ficam e cenas que vão. É o destino. Não se pode fazer por ir nem fazer por ficar. Acontece. E todos acabam por bazar. Mesmo os que acreditam que vão ficar até ao fim, vão bazar. É assim. O "Para sempre" é muito tempo. E nesse "para sempre" há milhares de idas e milhares de vindas. E é normal aquele "Ficar à nora". Sentir tudo o que não se deve sentir. E apesar de tudo começo a pensar que podem existir finais felizes. Não são é para todos. Podem ser para nós, quem sabe?! Podemos estar destinados a ficar juntos ou destinados a não ficar. É a vida. Temos tudo traçado desde o início. Passos em falso e decisões mal tomadas. Acreditando ou não no destino, as coisas acontecem por uma razão. Não há cá mudanças. Agora, ou vais ou ficas. E isto não é desistir. É não insistir mais.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

As grandes asneiras da vida.

Todos os dias somos afetados por sentidos, por pensamentos e por sentimentos que nem ao Menino Jesus foram explicados. Somos cobaias de tudo. Dos sentidos. Todos os dias. Quando simplesmente abrimos um rebuçado. Aquele barulho do papel. Ouvidos. Dos pensamentos. Quando achamos que simplesmente devíamos desaparecer por uns tempos. Ou até mesmo dos sentimentos. E o amor chega para explicar que somos cobaias de meia-tigela, de meia-noite. Mas pior que tudo isto só mesmo a sensação de te sentires desapontado contigo próprio. E de certeza que se deve a uma das três grandes calamidades: sentidos, pensamentos, sentimentos. São sempre elas. As três "animações" da vida. Para o bem e para o mal. São elas que nos falam na cabeça. São aquelas vozes de decisões. De tentações. De fazer e não fazer. São as grandes asneiras da vida. As grandes. São as três calamidades que nos estragam a noite. Que nos destroem o dia. Sentidos. Pensamentos. Sentimentos. Todas sem coletes à prova de bala. Imunes a chuvas torrenciais de quem volta atrás. E depois lá vem ele. O sentimento de derrota. De desapontamento contigo próprio. É sempre o mesmo. Perder o sentido da vida. Sentir o incompreensível. Pensar em tudo e em nada. E as culpadas estão à vista. As três calamidades do momento. E três por serem perfeitas em destruir. Sentidos. Pensamentos. Sentimentos. As grandes asneiras da vida. Agora pensem.

domingo, 21 de junho de 2015

Até que ela nos separe.

Sempre tive um carinho especial pela morte. Nunca foi aquele bicho de sete cabeças que sempre atormentou o futuro. Futuro. Já pensaram que o futuro mais próximo é a morte?! E o futuro mais infinito é a morte?! Caminhamos para a morte. Dia após dia. E isso deixa-nos felizes. Cumprir objetivos é avançar cautelosamente para a morte. Traçar vidas conjuntas é percorrer segundos que nos distanciam da morte. Mas nós somos burros?! Felicidade é morte e nós andamos aqui todos a mostrar os dentes. Mas eu continuo a gostar da morte. Foi graças a esta menina que tive tudo na vida. Que tive vida. É a ela que devo todas as manhãs de música. Todos os dias de sol. Todos os sonhos à chuva. Todos os mergulhos às nove da noite. Todos os obrigadas. Todas as estrelas que contei. Morte. É, dizem que é uma palavra pesada. Pesada de saudades, de momentos armazenados no coração. Porque é a ela que devemos agradecer. Pôr as lamúrias de parte e agradecer profundamente. Nunca ninguém lhe escapou. É a morte. Aquele sentimento inferior perante nada. Perante tudo. Morte é morte. É uma data. A morte sente-se e não se sente. É um medo constante pelo inevitável. Inevitável. Morremos um pouco todos os dias. Mas a verdade é que ninguém sabe o que é a morte sem antes morrer. Ou morremos e sabemos, ou olha, deixa-se viver. E viva a morte! Até que ela nos separe.

domingo, 14 de junho de 2015

É loucura, minha gente desloucada.

Sempre apreciei o louco. O louco por mim e o louco por ti. Simplesmente vivo na loucura dos mundos. Na loucura das pressas e das não pressas. É loucura. Comprimir todos os sonhos e guardá-los numa caixa. Abrir a tampa mais tarde. É loucura. Sonhos são loucuras escondidas dos outros. E esconder-me é loucura. Vivemos todos na loucura de momentos. Na loucura de acabar o que nos foi pedido. Prazos são loucuras. E loucura é loucura. Quem é o louco que dorme durante a noite e respira durante o dia? Quem é o louco que acredita num Mundo de impostos e dinheiros mal pagos? Loucos são loucos. A loucura move loucos. Move copos de mão para mão. Move carros de país para país. E move pés. Loucura move ventanias de pés descalços. É verdade. Pés. Loucura é um pedido não habitual. Uma desculpa não desculpada e sete elefantes no mesmo quarto. E mesmo assim é possível. Diminuem-se os elefantes ou aumenta-se o quarto. É loucura. Profunda. Daquela de tipos. Tipo "Isso é impossível!" ou "Não vais conseguir!". É loucura, minha gente desloucada. Loucura é pedirem-me que fique em casa num dia de chuva. Chuva é loucura. E os loucos são vocês.

terça-feira, 2 de junho de 2015

A todo o Sr.Examinador que por aí anda.

Examinam de manhã, quando nos pedem para nos levantarmos cedo e como se não bastasse examinam-nos à noite, de forma a que nos deitemos cedo para nos podermos levantar cedo. Ciclos rotinosos. Examinam-nos de alto a baixo. No trabalho. Na escola. Na rua. Somos examinados de alto a baixo p'ra aí umas três vezes. Dos pés à cabeça. Do cabelo à mais feia unha do pé. Examinam-nos na caixa do supermercado. Aparências desenvolvidas na altura que sucede a horas de espera nas tão desejadas filas de supermercado. Burros. Examinam-nos pelo humor com que acordamos. Pelo que dizemos no decorrer de um dia péssimo. Examinam-nos pela cor dos olhos. E que os olhos falem Sr.Examinador! Examinam-nos pelo nosso percurso escolar. Mesmo depois de anos, papéis continuam a ser mais importantes que palavras. PALAVRAS. Examinam-nos pelo nosso emprego de horas. Examinam-nos pelos livros que carregamos nos braços, que por sua vez podem ser fininhos, grossos, peludos, compridos, amarelos, com borbulhas, ásperos e não ásperos, com sinais ou até os mais tortos do Mundo. Examinam-nos por tudo e por nada. Por um copo na mão. Pelo indivíduo que nos acompanha. Pela chave do carro que trazemos no bolso das calças. Somos rotulados e examinados na exaustão de simplesmente examinar. E que resultados devem ser esses!? Aparências iludem. Faça o favor de se examinar Sr.Examinador que por aí anda. Examine-se a você. Três vezes. Número da perfeição.