segunda-feira, 27 de abril de 2015

Não há eternidades infinitas.

O tempo passa e as pessoas mudam. Não há cá um "somos para sempre" ou "até que a morte nos separe". Simplesmente não há. As pessoas mudam. De sitios, de personalidades, de momentos. Não há pessoas eternas. Não pode haver apegos constantes. Eles não vão durar. Nunca duram. É ciclico. Tal como os gelados as pessoas derretem ao longo do tempo. Tornam-se mais normais. Mais "Anda cá" e "Ai adoro". E depois olha. Andam sempre com lamechices. É porque isto não resulta e aquilo não desenvolve. Descolem. Não há eternidades infinitas. Não há tempo suficiente para nada. Não há luas todos os dias. Descolem e avancem. Passem à frente. De tudo. De todos. Na fila do supermercado. Sei lá. Desenvolvam o sistema. Abstraiam-se do mundo. Do tempo. O resto é nada. Sobrevivam

terça-feira, 7 de abril de 2015

Insistem muito em coisas que foram feitas para não serem insistidas.

Insistem muito em coisas que foram feitas para não serem insistidas. Insistem demasiado. Insistem em assuntos pendentes ou esquecidos no tempo. Insistem em insistências permanentes. Insistem nisto e naquilo e principalmente no insistível. Insistem em comboios de problemas. Insistem em preocupações não preocupáveis. Sei lá. Insistem por tudo e por nada. Insistem em não lamber a tampa do iogurte porque é politicamente incorrecto. Insistem em não mandar o chefe bugiar porque é o chefe. Insistem em insistir e a insistência mata. Insistem em sonhar no que não pode acontece, em fazer o correto porque o errado pode despedir. Insistem em adormecer tortos no sofá. Insistem em não rebolar na areia quando estão molhados porque sim. Porque entra e é uma chatice tirá-la. Calões. Insistem por tudo e por quase tudo. Insistem temporária e permanentemente. Insistem simplesmente. Insistem no perfeito, nos limites do tempo. No relembrar. Insistem no clássico e socialmente aceitável. Insistem no complicado. Insistem num "meu" impartilhável. Insistem num espaço reduzido a conhecidos de família. Enfim. Insistem no mundo. Seus "insistíveis". Insistem muito em coisas que foram feitas para não serem insistidas. Insistem.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Previsões de Futuro e Revisões de Passado

Quero muito o tudo e depois quero muito o nada. Esquisitismo. Ser diferente. Ser tudo menos igual. Dilemas. Dilemas com tudo. Sobre tudo. Dilemas de teorias inventadas no direito de ser humano. Dilemas sobre o facto de se a cor à qual eu chamo azul é a mesma à qual tu chamas azul ou se o teu azul é o meu vermelho e o teu vermelho o meu amarelo. Dilemas eternos. Dilemas se a vida vivida é quando adormeces e se durante o dia simplesmente sonhas. Dilemas sobre o dia e a noite. Dilemas se a lua me persegue desde sempre. Dilemas de estações. Dilemas de previsões. Previsões acertadas e erradas. Previsões de futuro e revisões de passado. Dilemas. Dilemas de horas. Dilemas de vidas. Dilemas de momentos.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Poucos se destacam porque muitos se imitam.


Um "Não" também é resposta. Também muda muita coisa. Também nos torna tristes para depois nos tornar alegres. Poucos quebram as regras. Poucos almoçam ao jantar e jantam ao almoço. Poucos gostam mais do inverno do que do verão e mais do sol do que da chuva. Mas a chuva só molha parvos... "Prazer!" Poucos dormem de dia e vivem a noite. Poucos choram nos momentos de felicidade e riem nos de tristeza. Poucos permanecem eternos. Poucos lutam pelo mau da vida. Poucos levam o seu nome aos extremos... "Ora, sou a Maria e este é o João". Poucos inventam na cozinha (sempre toda a gente gostou de esparguete à bolonhesa!). Poucos se destacam porque muitos se imitam. Poucos se despem em dias de frio e se vestem em dias de sol. Poucos não se controlam pelo tempo. "5 minutos e estou aí". Poucos mudam a vida de alguém e muitos mudam a vida de ninguém. Poucos se mostram desinteressados pela desoriginalidade. Poucos inventam palavras novas. Poucos se metem com muitos. Poucos gostam de fasquias elevadas. Poucos têm consciência. Poucos vivem. Poucos sobrevivem. Poucos. Ninguém.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Deixem-se de complicações. Descompliquem.


Expectativas. Desilusões. Da mente. Expectativas. Desilusões. Das pessoas. Expectativas. Desilusões porque somos estúpidos. Parvos. Intrigados pela expectativa da vida e decepcionados pelas ilusões criadas. Estupidamente parvos. Imbecis. Imbecis ao ponto de acreditar na existência de tudo. De um mundo perfeito. Na ideia de perfeição estão compreendidas todas as perfeições. Todas as expectativas. Todas as desilusões. Ignorantes. A chuva molha mas refrescar faz bem. Faz bem à alma. Faz bem às decisões. Expectativas. Sonhos. Sonhar alto faz mal. Desilusões. Mentiras. Pecados realizados. Expectativas. Desilusões. Montanhas escaladas acabadas em quedas vertiginosas. Expectativas. Desilusões. Expectativas. Desilusões. O Mundo é confuso. Como as pessoas. Deixem-se de complicações. Descompliquem.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Nem tudo.

Nem tudo é eterno como os desenhos nas nuvens. Nem tudo molha como as ondas do mar. Nem tudo é saudade depois de um "adeus". Nem tudo o que é sofrimento dói. Nem tudo o que mexe vive. Somos o "tudo" de um "nada" e isso faz de nós apenas pó. Pó de eternas amizades. Pó de mudanças. Pó de gente sem rumo. Pó de momentos guardados até à morte. Nem tudo é sofrimento que fique ou que vá. E nem tudo é felicidade repentina. É preciso paciência. Paciência com o tempo. Paciência com o Mundo. Nem tudo nasce e renasce vezes sem conta como o dia e a noite. Nem tudo soa bem aos ouvidos dos outros. E nem tem que soar. O rádio tem várias estações. Como o ano. E cada um escolhe a sua. Tal como o vento escolhe o dia do mês. Nem tudo tem que permanecer até ao fim. Como as rugas. Como os pais. Como os dilemas da noite. Nem tudo mexe contigo da maneira como um "Precisamos de falar." mexe. E olha... Precisamos de falar.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Queremos ser a melhor invenção da vida.

Não sei às vezes a vida corre bem. Querer o improvável é a melhor escolha. O provável é só mais um rótulo na sociedade. Querer a morte porque ninguém quer. Dançar à chuva porque ninguém tenciona molhar-se. Adorar o inverno. Fazer aquilo que ninguém tenta. Andar descalço na relva. Ir à praia no inverno. Marcar a diferença. A malta nunca se vai lembrar de alguém que sempre optou pela direita porque o GPS dizia que era pela direita. A gente quer é o engano. O que não é normal. A loucura. O perdido na vida. Queremos as escolhas mais difíceis. O impossível. Queremos o que não é perfeito, porque o perfeito enjoa. Queremos andar a pé e de bicicleta. Queremos uma noite fria sem estrelas. Intragável é o regular. O normal. O que nunca matou ninguém mas que também não mudou a vida de alguém. Queremos ser parvos, na essência do Mundo. Queremos ser nós como nunca o fomos. Queremos ser a melhor invenção da vida.