Quero muito o tudo e depois quero muito o nada. Esquisitismo. Ser diferente. Ser tudo menos igual. Dilemas. Dilemas com tudo. Sobre tudo. Dilemas de teorias inventadas no direito de ser humano. Dilemas sobre o facto de se a cor à qual eu chamo azul é a mesma à qual tu chamas azul ou se o teu azul é o meu vermelho e o teu vermelho o meu amarelo. Dilemas eternos. Dilemas se a vida vivida é quando adormeces e se durante o dia simplesmente sonhas. Dilemas sobre o dia e a noite. Dilemas se a lua me persegue desde sempre. Dilemas de estações. Dilemas de previsões. Previsões acertadas e erradas. Previsões de futuro e revisões de passado. Dilemas. Dilemas de horas. Dilemas de vidas. Dilemas de momentos.
quarta-feira, 1 de abril de 2015
Previsões de Futuro e Revisões de Passado
quarta-feira, 11 de março de 2015
Poucos se destacam porque muitos se imitam.
Um "Não" também é resposta. Também muda muita coisa. Também nos torna tristes para depois nos tornar alegres. Poucos quebram as regras. Poucos almoçam ao jantar e jantam ao almoço. Poucos gostam mais do inverno do que do verão e mais do sol do que da chuva. Mas a chuva só molha parvos... "Prazer!" Poucos dormem de dia e vivem a noite. Poucos choram nos momentos de felicidade e riem nos de tristeza. Poucos permanecem eternos. Poucos lutam pelo mau da vida. Poucos levam o seu nome aos extremos... "Ora, sou a Maria e este é o João". Poucos inventam na cozinha (sempre toda a gente gostou de esparguete à bolonhesa!). Poucos se destacam porque muitos se imitam. Poucos se despem em dias de frio e se vestem em dias de sol. Poucos não se controlam pelo tempo. "5 minutos e estou aí". Poucos mudam a vida de alguém e muitos mudam a vida de ninguém. Poucos se mostram desinteressados pela desoriginalidade. Poucos inventam palavras novas. Poucos se metem com muitos. Poucos gostam de fasquias elevadas. Poucos têm consciência. Poucos vivem. Poucos sobrevivem. Poucos. Ninguém.
domingo, 22 de fevereiro de 2015
Deixem-se de complicações. Descompliquem.
Expectativas. Desilusões. Da mente. Expectativas. Desilusões. Das pessoas. Expectativas. Desilusões porque somos estúpidos. Parvos. Intrigados pela expectativa da vida e decepcionados pelas ilusões criadas. Estupidamente parvos. Imbecis. Imbecis ao ponto de acreditar na existência de tudo. De um mundo perfeito. Na ideia de perfeição estão compreendidas todas as perfeições. Todas as expectativas. Todas as desilusões. Ignorantes. A chuva molha mas refrescar faz bem. Faz bem à alma. Faz bem às decisões. Expectativas. Sonhos. Sonhar alto faz mal. Desilusões. Mentiras. Pecados realizados. Expectativas. Desilusões. Montanhas escaladas acabadas em quedas vertiginosas. Expectativas. Desilusões. Expectativas. Desilusões. O Mundo é confuso. Como as pessoas. Deixem-se de complicações. Descompliquem.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Nem tudo.
Nem tudo é eterno como os desenhos nas nuvens. Nem tudo molha como as ondas do mar. Nem tudo é saudade depois de um "adeus". Nem tudo o que é sofrimento dói. Nem tudo o que mexe vive. Somos o "tudo" de um "nada" e isso faz de nós apenas pó. Pó de eternas amizades. Pó de mudanças. Pó de gente sem rumo. Pó de momentos guardados até à morte. Nem tudo é sofrimento que fique ou que vá. E nem tudo é felicidade repentina. É preciso paciência. Paciência com o tempo. Paciência com o Mundo. Nem tudo nasce e renasce vezes sem conta como o dia e a noite. Nem tudo soa bem aos ouvidos dos outros. E nem tem que soar. O rádio tem várias estações. Como o ano. E cada um escolhe a sua. Tal como o vento escolhe o dia do mês. Nem tudo tem que permanecer até ao fim. Como as rugas. Como os pais. Como os dilemas da noite. Nem tudo mexe contigo da maneira como um "Precisamos de falar." mexe. E olha... Precisamos de falar.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Queremos ser a melhor invenção da vida.
Não sei às vezes a vida corre bem. Querer o improvável é a melhor escolha. O provável é só mais um rótulo na sociedade. Querer a morte porque ninguém quer. Dançar à chuva porque ninguém tenciona molhar-se. Adorar o inverno. Fazer aquilo que ninguém tenta. Andar descalço na relva. Ir à praia no inverno. Marcar a diferença. A malta nunca se vai lembrar de alguém que sempre optou pela direita porque o GPS dizia que era pela direita. A gente quer é o engano. O que não é normal. A loucura. O perdido na vida. Queremos as escolhas mais difíceis. O impossível. Queremos o que não é perfeito, porque o perfeito enjoa. Queremos andar a pé e de bicicleta. Queremos uma noite fria sem estrelas. Intragável é o regular. O normal. O que nunca matou ninguém mas que também não mudou a vida de alguém. Queremos ser parvos, na essência do Mundo. Queremos ser nós como nunca o fomos. Queremos ser a melhor invenção da vida.
sábado, 7 de fevereiro de 2015
Sejam Fluorescentes.
Depois da contagem final. Depois do último esforço. Depois de todo o percurso. Mais de 800 metros barreiras. Cansaço. Fraqueza. Instabilidade. A precisar de respirar. Parar. Desistir no último segundo. Ser igual aos outros. Caminhar na direção daqueles que não lutam. Daqueles que se dão por vencidos apenas por ter começado a chover. Não é trovoada. É apenas chuva molha parvos. Como vocês. Nada que um chapéu não resolva. Estúpidos. Arranjar soluções nunca foi opção para os mais fracos. Cair na primeira escada e rebolar até última.Sempre levados pela corrente. Sem opinião. Amarrados ao pessimismo. Ao não quero. Não tento outra vez. Falhei. Perseguidos pelo desastre. Parem. Chega. Voltem a tentar. Falhar não é aquele bicho de sete cabeças. Ajuda a aprender. Crescer como pessoa. Sejam alguém. Empenhem-se. Mostrem o que valem. Berrem. Gritem com vocês mesmos. Não sejam previsíveis. Façam tudo o que vos vier à mente. Saltem. Atirem-se de um penhasco. Criem barreiras com o pessimismo. Voltem a ser crianças. Beijem. Abracem. Criem o vosso espaço. As vossas loucuras. Vocês são o rótulo de uma garrafa. Destaquem-se perante as outras. Façam por sobressair numa sociedade em que só se bebe água da torneira. São vocês que traçam o caminho a seguir. Vão pela esquerda. A direita está sempre com mais trânsito. É o caminho dos desistentes. Dos comuns. Onde não há objetivos. Levem toalha para a praia. Sejam diferentes. Gostem de areia. Sejam fluorescentes.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
Felicidade.
Felicidade está num hambúrguer do Mac. Numa embalagem de chocolates. Num "Não há escola hoje." Num mergulho no mar depois das 20h. Felicidade está numa saída a dois. Numa festa de shots. Numa 'girls night'. Numa mensagem esperada há muito. Felicidade está no vento quando andas no carro de janela aberta. No gelado de verão. Nos furos do colégio. No concerto que dás no banho. Felicidade está na última bolacha do pacote. No toque de saída. No beijo da mãe e no abraço do pai ao deitar. Felicidade está no salto enlameado do cão lá de casa. Na comida da avó. No andar à chuva sem chapéu. Felicidade está num banho de horas depois de um dia cansativo. Num pequeno almoço levado à cama. Num "vales a pena". Felicidade está na almofada depois de chegares de uma semana de campismo. Felicidade está no último ponto do trabalho de casa. Num filme na noite depois do dia de teste. Num acordar sem despertador. Numa festa de verão. Felicidade está em mim como as 7 vidas de um gato. Ao acaso. Sem hora prevista.
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